Ao escolher um robô, é essencial considerar uma série de fatores que vão mais além do que o preço inicial. A escolha correta pode aumentar a produtividade, reduzir custos e otimizar os processos da sua linha de produção. Em baixo estão cinco fatores a serem analisados para garantir que o robô escolhido atenda às necessidades específicas da sua produção.
1. Tipo de Tarefa e Aplicação
O primeiro fator a considerar é a natureza da tarefa que o robô vai executar. Os robôs são projetados para diferentes tipos de aplicações, como:
Cada uma dessas tarefas exige um tipo específico de robô. Por exemplo, no campo da soldadura, é necessário um robô que tenha alta precisão e repetibilidade. Já para a paletização, é necessário um robô com grande alcance e capacidade de carga. A escolha do robô certo garante que o equipamento seja otimizado para a tarefa desejada, o que evita subutilização ou problemas de desempenho.
2. Capacidade de Carga (Payload) e Alcance
A capacidade de carga, também conhecida como payload, refere-se ao peso máximo que o robô pode manipular. O alcance é a distância máxima que o robô pode alcançar em termos de movimento. Esses dois fatores são críticos para garantir que o robô consiga realizar as suas tarefas de maneira eficiente.
Se o robô for escolhido com um payload muito baixo, pode sobrecarregar e danificar-se. Por outro lado, um robô com uma capacidade de carga muito alta pode ser mais caro e ineficiente em termos de consumo energético.
3. Nível de Precisão Necessário
A precisão e a repetibilidade são fatores cruciais, especialmente em operações que exigem tolerâncias muito baixas, como montagem de componentes eletrônicos, corte a laser ou soldadura de alta precisão. Repetibilidade é a capacidade do robô de executar o mesmo movimento com a mesma precisão inúmeras vezes. Um robô com alta precisão é essencial se:
Se o seu processo exige detalhes finos e consistência, um robô com alta precisão será mais adequado. Para tarefas de baixa precisão, como movimentação de materiais grandes, um robô de precisão moderada pode ser suficiente e mais económico.
4. Integração com a Tecnologia Existente
Antes de investir num robô, é importante verificar como ele pode ser integrado no seu sistema existente de produção e automação. A integração eficiente com outros dispositivos e softwares de fábrica garantirá um fluxo de trabalho suave e eficiente.
Quanto mais compatível o robô for com a tecnologia existente, menos custos a sua empresa terá com adaptações e customizações, além de minimizar o tempo de inatividade.
5. Custo Total de Propriedade (TCO)

Embora o preço inicial do robô ou da solução seja uma consideração importante, é fundamental considerar o Custo Total de Propriedade (TCO), em inglês “Total Cost of Ownership”. O Custo Total de Propriedade (TCO) é um conceito que abrange todos os custos relacionados à aquisição, operação e manutenção de um robô ao longo do seu ciclo de vida. Em vez de olhar apenas para o preço inicial de compra, o TCO oferece uma visão mais ampla e precisa sobre o verdadeiro custo de possuir e operar um robô. Em baixo, estão os principais componentes do TCO:
Investir num robô com um preço mais elevado, mas com menor custo de manutenção e maior durabilidade, pode resultar numa economia significativa a longo prazo. Portanto, é crucial calcular o TCO para garantir que o investimento seja rentável ao longo do tempo.
Conclusão
Escolher o robô certo para a sua produção envolve mais do que apenas selecionar o mais barato ou o mais avançado tecnologicamente. É preciso equilibrar as necessidades específicas da sua aplicação com fatores como carga e alcance, precisão, integração com o sistema existente e o custo total de propriedade. Ao levar em conta todos estes fatores em consideração, é possível otimizar a produção, melhorar a qualidade e reduzir custos a longo prazo.
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