Que processo de corte automatizado ou robotizado devo escolher?

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Ao escolher um processo de corte automatizado ou robotizado de metal, é essencial considerar fatores como o tipo de metal, espessura, precisão desejada, velocidade de corte e orçamento. A automação ou a robotização de corte podem aumentar a produtividade, reduzir o desperdício e melhorar a qualidade do corte, mas o processo selecionado deve ser adequado às necessidades específicas da aplicação. Em baixo estão os processos de corte que podem ser utilizados em sistemas automatizados ou robotizados e orientações sobre qual deve escolher:

Corte/Plasma:

   – Ideal para: Cortes rápidos em metais condutores, especialmente aço, aço inoxidável e alumínio.

   – Materiais: Metais ferrosos e não ferrosos (até cerca de 50 mm de espessura).

   Vantagens:

     – Boa combinação de velocidade e precisão para espessuras médias.

     – Versátil para diferentes tipos de metais.

     – Relativamente acessível e fácil de integrar em robôs.

   Desvantagens:

     – Não é tão preciso quanto o corte a laser, especialmente em materiais finos.

     – Zona afetada pelo calor maior que no laser.

   – Quando escolher: Se precisa de uma solução económica para cortar metais de espessura média com uma boa relação entre precisão e velocidade.


Corte a Laser:

   – Ideal para: Cortes de alta precisão em chapas finas e com necessidade de contornos complexos.

   – Materiais: Aço, aço inoxidável, alumínio, e outros metais finos (até 20-25 mm).

   Vantagens:

     – Corte extremamente preciso, com bordas muito limpas.

     – Alta velocidade para materiais finos.

     – Menor zona afetada pelo calor, minimizando distorções.

   Desvantagens:

     – Equipamento mais caro, tanto em termos de compra como de manutenção.

     – Menos eficaz em materiais muito espessos.

   – Quando escolher: Se a sua aplicação exige precisão máxima e cortes detalhados, especialmente em materiais finos.


Corte por Jato de Água:

   – Ideal para: Cortes a frio, onde o aquecimento do material precisa ser evitado, em materiais grossos ou sensíveis ao calor.

   – Materiais: Todos os tipos de metais e não-metais (até 150 mm de espessura ou mais).

   Vantagens:

     – Processo a frio, sem zona afetada pelo calor.

     – Capaz de cortar materiais muito espessos com precisão.

     – Pode ser usado em materiais compostos e não-metálicos.

   Desvantagens:

     – Velocidade de corte mais lenta.

     – Elevado custo de operação devido ao uso de abrasivos e à manutenção.

   – Quando escolher: Se precisa de cortes em materiais sensíveis ao calor ou muito espessos, evitando deformações térmicas.


Oxicorte:

   – Ideal para: Cortes em metais muito grossos, especialmente aço carbono.

   – Materiais: Aço carbono e aço macio (não funciona em alumínio ou aço inoxidável).

   Vantagens:

     – Adequado para cortar materiais extremamente espessos (acima de 50 mm).

     – Equipamento de baixo custo e fácil de operar.

   Desvantagens:

     – Muito lento em comparação com outros processos.

     – Não tem alta precisão.

     – Zona afetada pelo calor elevada.

   – Quando escolher: Se precisa de cortar aço carbono de grande espessura e o custo baixo é uma prioridade, e a velocidade ou a precisão não são tão importantes.


Punçonagem (Punching):

   – Ideal para: Produção em massa de chapas finas com furos ou formas repetitivas.

   – Materiais: Chapas metálicas finas (geralmente até 6 mm de espessura).

   Vantagens:

     – Muito rápido para produção em grande escala.

     – Custo relativamente baixo para grandes volumes de corte.

   Desvantagens:

     – Limitado a chapas finas.

     – Não é adequado para geometrias muito complexas ou materiais espessos.

   – Quando escolher: Se a sua aplicação envolve a produção de peças metálicas finas com formas repetitivas, como furos ou recortes simples.


Eletroerosão (EDM):

   – Ideal para: Cortes extremamente precisos e detalhados em metais duros ou difíceis de maquinar.

   – Materiais: Metais condutores, como aço endurecido, titânio e tungsténio.

   Vantagens:

     – Altíssima precisão para geometrias complexas.

     – Capaz de cortar materiais duros sem desgaste excessivo das ferramentas.

   Desvantagens:

     – Processo muito mais lento em comparação com outros métodos.

     – Limitado a materiais condutores.

   – Quando escolher: Se precisa de cortar materiais extremamente duros ou de fazer cortes complexos com a maior precisão possível.


Resumo:

– Para espessuras médias e uma boa combinação de velocidade e custo: Corte/Plasma.

– Para alta precisão e cortes finos: Laser.

– Para materiais espessos ou sensíveis ao calor: Jato de água.

– Para materiais muito espessos de aço carbono: Oxicorte.

– Para produção em massa de chapas finas: Punçonagem.

– Para cortes complexos e materiais duros: Eletroerosão (EDM).

A escolha do processo ideal depende do tipo de metal, da espessura, do volume de produção e da precisão desejada. Cada método tem as suas aplicações específicas e, dependendo das exigências, o sistema pode ser programado para maximizar a eficiência e a qualidade de corte.

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