As principais diferenças entre um robô industrial e um robô colaborativo (cobot) estão nas suas funcionalidades, aplicação, e modo de operação. Aqui estão as diferenças principais:
Segurança
– Robô Industrial: Sempre condicionado a proteções físicas ou barreiras de segurança para proteger os operadores, pois a sua operação pode ser perigosa. Estes costumam ser grandes, rápidos e fortes, o que aumenta o risco de acidentes em caso de contato com humanos.
– Robô Colaborativo (Cobot): Projetado para trabalhar lado a lado com seres humanos, mediante uma análise de risco, sem a necessidade de proteções físicas. Os cobots possuem sensores avançados que permitem detetar a presença de operadores e reduzir ou parar a sua atividade para evitar acidentes.
Programação
– Robô Industrial: Normalmente requer programadores especializados para configurar e programar as tarefas. O processo pode ser mais complexo, dependendo do sistema e da aplicação.
– Robô Colaborativo: Mais fácil de programar, muitas vezes utilizando interfaces intuitivas, como “ensinar pelo toque”, onde o operador move o robô manualmente para ensinar a tarefa, ou por software amigável que não exige um programador especializado.
Flexibilidade
– Robô Industrial: É ideal para tarefas repetitivas, de alta velocidade e que exigem grande força e precisão, como em linhas de produção automotivas. A sua flexibilidade é limitada, e mudar a sua função pode ser demorado.
– Robô Colaborativo: Muito mais flexível, pode ser rapidamente reprogramado para realizar diferentes tarefas, adaptando-se a ambientes de produção variáveis ou de baixa ou alta escala. Isto torna o cobot ideal para pequenas e médias empresas que precisam desta versatilidade.
Tamanho e Peso
– Robô Industrial: Geralmente grandes e pesados, projetados para manipular peças maiores e para operações pesadas e complexas.
– Robô Colaborativo: Tendem a ser menores e mais leves, permitindo que sejam movidos facilmente dentro da fábrica para diferentes estações de trabalho.
Força e Velocidade
– Robô Industrial: Altamente potente e rápido, projetado para movimentar grandes cargas e realizar operações que exigem força.
– Robô Colaborativo: Operam a uma velocidade e força reduzidas, otimizados para segurança ao interagir com seres humanos, o que os torna mais apropriados para tarefas que não exigem alta potência.
Custo
– Robô Industrial: Maior custo inicial e de manutenção, devido à complexidade do sistema e das medidas de segurança.
– Robô Colaborativo: Geralmente mais acessíveis, tanto em termos de custo inicial quanto de manutenção, além de serem mais rápidos de implementar.
No contexto da soldadura, as diferenças entre robôs industriais e robôs colaborativos (cobots) também são significativas e influenciam o tipo de aplicação, eficiência, e flexibilidade da automação na linha de produção. Veja as principais diferenças na soldadura:
Segurança
– Robô Industrial de Soldadura: Estes robôs costumam trabalhar em ambientes controlados e isolados, por questões de segurança. Para evitar o risco de acidentes, eles são frequentemente cercados por grades de proteção, com acesso restrito aos humanos.
– Robô Colaborativo de Soldadura: Projetados para interagir com operadores, mediante uma análise de risco, os cobots de soldadura têm sensores que detetam a proximidade de pessoas e podem ajustar a sua operação ou parar completamente para evitar colisões ou ferimentos.
Complexidade e Tipo de Soldadura
– Robô Industrial de Soldadura: Ideal para soldadura pesada, como em grandes indústrias automotivas, onde a força é essencial. Estes são usados para soldadura por resistência, MIG/MAG e TIG de grandes estruturas ou peças metálicas complexas, com alta potência e velocidade.
– Robô Colaborativo de Soldadura: Mais indicado para soldadura de peças de menor porte que exigem mais flexibilidade. Podem ser programados para realizar soldaduras TIG e MIG/MAG, mas em um ritmo mais moderado, e geralmente são mais utilizados em pequenas e médias empresas para tarefas de baixa a média complexidade.
Programação e Configuração
– Robô Industrial de Soldadura: Requer um processo de programação mais elaborado, com programadores ou engenheiros especializados para definir os parâmetros de soldadura e sequências de operação. A programação desses robôs geralmente é mais rígida, o que os torna ideais para produção em larga escala.
– Robô Colaborativo de Soldadura: A programação é mais simples e intuitiva, muitas vezes utilizando interfaces “drag-and-drop” ou “teaching by hand,” onde o soldador pode literalmente mover o robô para as posições desejadas e gravar o movimento. Isso facilita a sua implementação em linhas de produção que variam com frequência ou precisam de ajustes rápidos.
Flexibilidade e Mobilidade
– Robô Industrial de Soldadura: Normalmente fixos em uma célula de trabalho, com pouca flexibilidade para se mover entre diferentes estações de soldadura. São otimizados para produzir em massa, soldando a mesma peça continuamente.
– Robô Colaborativo de Soldadura: São facilmente reposicionáveis dentro de uma fábrica, podendo ser movidos entre diferentes estações para realizar diferentes tipos de soldadura em diferentes produtos. A sua flexibilidade torna-os ideais para empresas que produzem uma variedade de peças.
Custo
– Robô Industrial de Soldadura: O investimento inicial é alto, tanto em termos de equipamento quanto em infraestrutura (cercas de segurança, ventilação, etc.), mas são altamente eficientes para produção em larga escala, o que compensa o investimento a longo prazo.
– Robô Colaborativo de Soldadura: O custo inicial é mais baixo e a implementação é mais rápida. Estes são economicamente viáveis para empresas que precisam de flexibilidade.
Aplicações Específicas na Soldadura
– Robô Industrial de Soldadura: Usado em indústrias como a automotiva, construção naval, e aeroespacial, onde há necessidade de soldaduras de alta intensidade, como soldadura de chassis, peças estruturais e grandes componentes metálicos. Essas aplicações exigem alta potência, precisão e repetibilidade.
– Robô Colaborativo de Soldadura: Aplicados em fábricas menores ou em tarefas que exigem mais variabilidade, como soldadura de peças personalizadas, protótipos, ou em processos onde o operador humano precisa ajustar o robô ou o processo manualmente de tempos em tempos.
Conclusão
Os robôs industriais são mais potentes, rápidos e projetados para grandes volumes de produção em ambientes altamente controlados, enquanto os robôs colaborativos oferecem flexibilidade, facilidade de uso e segurança para aplicações mais leves e colaborativas. No setor da soldadura, robôs industriais são mais adequados para soldadura pesada, enquanto cobots são ideais para empresas que precisam de flexibilidade e colaboração entre operadores e automação. A escolha entre eles depende das necessidades específicas de produção, como o nível de automação, segurança, e versatilidade desejado.
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